Verdades sobre o Transplante Capilar

Diante de tanta publicidade e informações contraditórias fica difícil saber o que é verdade no Transplante Capilar, por isso resolvemos desvendar algumas questões muito importantes para quem está pensando em fazer o procedimento. O paciente deve buscar sempre ter informações completas e de pessoas que realmente são especialistas da área e que comprovem isso. O transplante capilar têm sido alvo de publicidade que visa apenas ganho financeiro e não informar de forma clara e sem conflitos de interesses.

Entenda alguns pontos que precisam ser esclarecidos sobre a verdade do transplante capilar:

Limite de fios que podem ser retirados por sessão

Ao contrário do que é divulgado, existe sim um limite na quantidade de fios que podem ser retirados da área doadora para que a integridade e naturalidade da região sejam mantidas agora e no futuro, principalmente Ultrapassar este limite pode acarretar em diversos problemas: cicatrizes largas, exaustão da área doadora e transplantes capilares não-estéticos (efeito halo).

O Transplante capilar FUT, consiste em colher a área doadora por meio de uma incisão linear, que depois é suturada. Existe uma tabela que auxilia o médico a calcular a quantidade máxima que se pode retirar de cada paciente por sessão, a chamada Escala de Mayer. Essa escala permite que se extraia o máximo de fios sem que a região tencione exageradamente. As cicatrizes extensas, aquelas bem visíveis com até 1 dedo de largura, ocorrem quando o cirurgião retira mais área doadora do que poderia, causando tensão durante a cicatrização ou quando a sutura não é a tricofítica (que permite que fios de cabelo cresçam na linha cicatricial, camuflando-a).

Quando realizada com as técnicas atuais, a FUT não deixa cicatrizes visíveis e permite que se retire mais cabelo do que a técnica FUE, sendo mais indicada para pacientes jovens ou que possuam calvície mais extensa.

A técnica FUE, amplamente divulgada como a ‘Técnica sem incisão ou Sem Corte’, parece ser infalível mas não é bem assim. Apesar de retirar a área doadora através de minúsculas incisões (sim, ela precisa de incisões!), caso o médico exceda o limite de retirada, a área doadora ficará com falhas visíveis e densidades diferentes por toda a área. E pior, a área doadora pode ser exaurida de forma que não exista mais cabelo para restaurar as novas áreas calvas que com o tempo podem vir a surgir (já que a calvície é progressiva). Em casos extremos, onde o retira-se muitas UFs, pode haver alopecia cicatricial que poderá afetar os cabelos que não foram retirados. No Brasil, ainda não foi divulgado este tipo de resultados mas na Europa onde as clínicas ilegais atuam há anos é muito comum. Inclusive, segundo cirurgiões brasileiros, o número de pacientes que buscam correção de transplante capilar, aumentou muito nos últimos 2 anos.

A FUE é excelente quando bem realizada, respeitando as características do cabelo e as limitações biológicas do organismo. Senso assim, ela é mais indicada para pacientes que possuam calvícies de graus intermediários ou que já estejam na casa dos 40 anos. Mas cada caso é um caso, portanto converse com seu médico para que ele possa avaliar qual técnica é mais adequada para você.

Limite na implantação na área receptora

Isso vale para ambas técnicas (FUT e FUE): existe um limite de fios (unidades foliculares) que podem ser implantados por região porque a vascularização da área só é suficiente para que o médico implante uma determinada quantidade, excedendo essa quantidade os fios cairão e não nascerão novamente. Ou seja, o paciente saiu da cirurgia com vários fios transplantados super feliz e esperançoso, mas apenas uma certa quantidade deles crescerá. E mais: os fios que não cresceram foram perdidos! Fios que poderiam ser utilizados mais para frente, em uma nova sessão, daqui 10-15 anos, foram para o ralo, literalmente.

O transplante capilar no exterior é mais natural

É importante lembrar que os médicos brasileiros especializados no procedimento e que fazem parte da ISHRS, uma das sociedades mais influentes e rigorosas do transplante capilar, são mais de 50! Então dizer que o transplante capilar é melhor lá fora do que aqui no Brasil é um desserviço com os profissionais brasileiros e uma inverdade.

O que ocorre no Brasil, é que devido as regras do Conselho Regional de Medicina, os médicos não podem divulgar as fotos dos resultados de cirurgias plásticas ou tratamentos clínicos. Claro, que alguns burlam as regras e exibem resultados, mas correm o risco de até mesmo perder o registro no CRM.

Os resultados do Transplante Capilar dependem muito do cirurgião que o realizou, isto porque o transplante capilar é a união de técnicas cirúrgicas com arte, com o olhar estético de cada cirurgião e isso independe do país no qual ele atua.

O transplante Capilar lá fora é mais barato.

Verdade incontestável. Realmente é bem mais barato, em especial na Turquia podemos encontrar por valores inacreditáveis! Mas vamos pensar: esse valor é tão baixo por quê?

-A cirurgia não é feita pelo médico e sim por técnicas de enfermagem ou/e pessoal sem qualificação na área da saúde, como taxistas e refugiados da Síria.
-Não há anestesista monitorando o paciente durante a cirurgia. Embora seja realizado com anestesia local e sedação leve, é extremamente necessária a presença de um anestesista para que a integridade do paciente seja assegurada.
-Parte das clínicas não possuem licença para funcionar. Ou seja não atendem as normas dos órgãos que regulamentam as atividades cirúrgicas do país.
-O local da cirurgia não é em hospitais ou centros cirúrgicos. Muitas vezes não há higiene necessária e no ambiente são operados vários pacientes ao mesmo tempo. Aumentado o risco de contaminação de doenças como o HIV e hepatite e também de infecções.
-Muitas clínicas recrutam refugiados como mão-de-obra praticamente escrava.
-Os materiais cirúrgicos muitas vezes são reutilizados, para que o gasto por cirurgia seja o mínimo possível.

Claro que existem clínicas renomadas na Turquia e com excelentes profissionais, médicos que também fazem parte da ISHRS e que respeitam seus pacientes. No entanto as que atraem mais pacientes são justamente as que são clandestinas.

O paciente deve entender que a relação médico-paciente é importantíssima quando se vai realizar um procedimento cirúrgico, em especial um estético onde deve-se levar em consideração a expectativa do paciente, o histórico familiar, a real necessidade capilar, a possível evolução da calvície, traços do rosto… o transplante capilar é mais do que uma cirurgia estética, é uma restauração da identidade do paciente. Precisa de total atenção, cada transplante capilar é único porque cada paciente é único, por isso optar por clínicas onde o procedimento é realizado em escalas industriais pode não ser a melhor opção.

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