Perda e Queda Capilar Masculina

A perda capilar sempre incomodou os homens, principalmente aqueles com antecedente familiar. Não é de hoje que os homens são vaidosos. Sempre foram só que meio disfarçadamente. Hoje eles já assumem, e o cabelo é uma das suas maiores vaidades.Um dos motivos que contribuem para isso é a jovialidade: como existe uma relação entre idade e grau de calvície, uma pessoa calva acaba parecendo mais velha do que se ainda tivesse cabelos. Vale também o inverso: uma pessoa calva, após restaurar seus cabelos, aparentará ser mais jovem que anteriormente.Outro motivo que faz os cabelos serem esteticamente importantes é sua participação na harmonia facial. O rosto do homem é dividido em terços: do queixo à base nasal; da base nasal à sobrancelha e da sobrancelha à linha anterior do cabelo. A perda capilar altera essas proporções e conseqüentemente o equilíbrio e a beleza facial. Ao restaurarmos o cabelo, restabelecemos as proporções faciais.O cabelo ainda oferece uma série de possibilidades: adaptar-se às tendências da moda, mostrar um estilo de vida e um padrão de comportamento. Por isso é tão importante na composição da imagem e da personalidade do indivíduo. Quando pensamos em estilos de vida, em diferentes épocas, logo pensamos nas roupas e nos cabelos que se usava. Isso vale para artistas, festas à fantasia, demonstrações de rebeldia ou que é “certinho”, ou simplesmente assumir um aspecto relaxado, tipo “fora do trabalho”.

Quadro clínico

A queda capilar pode começar logo após a puberdade, mas geralmente costuma ficar mais evidente após os 25-30 anos impulsionada por fatores hormonais ou genéticos – se o seu pai for calvo, é bom ficar atento à quantidade de fios que ficam no ralo do banheiro, no pente ou no travesseiro. Outra forma de saber se você está desenvolvendo uma calvície inicial é perceber áreas com fios mais finos, claros ou com crescimento mais lento. O surgimento de uma “penugem” capilar, com fios curtos e finos é outro forte indício.

Diferentemente do que ocorre com as mulheres, a perda capilar masculina está quase sempre ligada a causas genético-hormonais. No caso da Alopecia Androgenética Masculina, trata-se basicamente do hormônio masculino agindo sobre a herança genética que condiciona a calvície. É por isso que o quadro se inicia após a puberdade. Em geral, quanto mais severo é o quadro da calvície, mais precocemente ele se inicia. O quadro clínico clássico começa com a diminuição da velocidade de crescimento dos cabelos na área acometida pela calvície. Ele torna-se mais fino, claro e até mesmo mais liso. Pode ocorrer queda, mas o mais freqüente é haver um afinamento progressivo dos fios de cabelo, que acaba evoluindo para a calvície. O grande vilão é um hormônio masculino menos importante chamado DHT (di-hidro-testosterona), que causa o afinamento dos fios.

Graus de Calvície

A alopecia androgenética masculina pode necessitar apenas tratamento clínico, cirúrgico ou ambos. Depende do grau da calvície. Em geral, a calvície se inicia pelas entradas, com um afinamento dos fios de cabelo e por fim com a queda progressiva destes e a substituição por fios cada vez mais finos até chegar a uma fina penugem (Norwood grau II). As laterais da cabeça na região das entradas também são freqüentemente atingidas. Depois, as “entradas” tendem a se fundir logo atrás do “topete”, deixando uma “ilha” de cabelo (Norwood graus III, IV e V). Com o avanço das entradas, uma rarefação e afinamento na coroa começam a ser percebidos e por fim, ocorre uma fusão das entradas com a coroa (Norwood IV a VII). Alguns pacientes apresentam uma calvície que se inicia pela “coroa” (Norwood III vértex) e somente depois atinge as entradas. Outros, ao invés das clássicas “entradas”, apresentam um recuo total uniforme da linha anterior do cabelo, e “aumentando” a testa progressivamente (Norwood IIa, IIIa, IVa e Va). Somente depois atinge a coroa. Outros podem apresentar uma calvície de início mais difuso, atingindo o topo da cabeça e poupando a linha da frente, como geralmente ocorre na calvície feminina (classificação de Ludwig, I a III).

 

Tratamento Capilar

O tratamento atual consiste justamente em bloquear a produção desse hormônio, utilizando o medicamento finasterida. Este bloqueio é parcial (70%). O hormônio DHT, o principal responsável pela calvície masculina, é um hormônio menos importante para as características sexuais masculinas. O principal hormônio masculino, responsável pelas características sexuais , bem como pela produção de esperma e pela libido é a testosterona, que não é afetada com o uso destes medicamentos. A finasterida (princípio ativo do tratamento) age bloqueando a enzima responsável pela conversão da testosterona em DHT, que é a 5-alfa-redutase. Já existem drogas capazes de bloquear 99% dessa conversão, como a Dutasterida, desenvolvida para o tratamento do câncer de próstata. Seu uso para a calvície é o que chamamos “off label” ,ou seja, usar uma medicação desenvolvida para uma doença, como o câncer de próstata, para tratar outro problema para o qual ainda não foi aprovado, nem comprovado e menos ainda oficialmente indicado, embora efetivo. O que não sabemos são os possíveis efeitos colaterais. Nós ainda não o prescrevemos, aguardando os estudos que vêm sendo realizados. Temos ainda o 17-alfa-estradiol, que em tese teria uma ação semelhante aos anteriores, (bloqueando a conversão de testosterona em DHT), mas de uso tópico. No entanto, poucos estudos sérios dão suporte a essa droga e a nossa experiência clínica tem mostrado o mesmo.

Ao lado das medicações de ação “anti-hormonal” temos outras de ação local e ainda não bem compreendidas, como o consagrado Minoxidil. Sim, medicações de uso tópico são sempre mais trabalhosas e possivelmente têm maiores chances de provocar irritação. Mas a vantagem é que quase não há efeitos colaterais sistêmicos. Além desse medicamento ainda existem outros, fitoterápicos, loções e shampoos de ação não muito bem estabelecida.

 

O que fazer para manter o cabelo indefinidamente?

O mais importante é começar o tratamento logo, o quanto antes. De preferência, assim que perceber “queda” ou diminuição do volume. Por outro lado é ilusório achar que apenas o tratamento clínico poderá reverter uma calvície já avançada. O tratamento medicamentoso irá estabilizar a queda e até reverter parte da perda, melhorando até 20-30%. Até a medicação mais efetiva, a Finasterida, apresenta melhores resultados na prevenção da perda capilar. Embora seja possível uma melhora da calvície com o tratamento contínuo, ela é geralmente discreta e não permanente. O paciente perceberá uma melhora a partir dos seis meses e até dois anos de tratamento. Depois, o efeito diminui e ocorre um lento declínio, com progressiva perda capilar. Mais do que a queda, o que verificamos é um afinamento do cabelo nas áreas calvas, o que é chamado “miniaturização”. Sendo assim, o objetivo realista do tratamento é tentar estabilizar a queda e talvez melhorar um pouco a calvície, sabendo que esse efeito será temporário. Ainda assim, vale a pena manter o tratamento clínico para retardar a queda, pois a outra alternativa é deixar seguir a evolução natural.

Acreditar que a Restauração Capilar isoladamente resolverá tudo também pode não ser realista, a não ser que a calvície esteja estabilizada, uma vez que o cabelo transplantado é bastante estável, não necessitando de tratamento algum. Se sua calvície ainda está ativa, progressiva poderá resolver a curto prazo, mas depois com a progressão novas áreas calvas surgirão, que demandarão uma nova restauração. Assim, o ideal seria associar a restauração capilar (transplante capilar) ao tratamento clínico.

Pensa em fazer um transplante? O que você precisa saber antes.

Qualidade de vida, saúde e cabelo: ponto de vista

Arthur Tykocinski

Cada vez mais fica notória a importância da forma como vivemos, aonde vivemos e o que comemos na saúde global do individuo. Algo aparentemente óbvio para as nossas avós, mas por muito desprezado pela medicina ocidental. A grande dificuldade é realizar trabalhos científicos comprovando o que as nossas avós já sabiam há muito tempo: a qualidade de vida é determinante não apenas na duração de nossas vidas, como também em como envelhecemos. Envelhecer é inevitável, mas a incapacitação decorrente deste processo pode ser reduzida, permitindo envelhecer com dignidade, certa independência e ainda plena atividade social e se possível, economicamente produtivo. Para tanto devemos buscar um estilo de vida que seja prazeroso (a medida do possível), praticar esporte regularmente (aeróbico e musculação são imprescindíveis), alimentação saudável (e hoje terapêutica) para alcançarmos o equilíbrio emocional. Enfim, é viver em harmonia, uma vida boa com um sono suficiente e reparador. E o cabelo, como indicador de saúde, assim como todo o corpo será beneficiado.

O stress e seu aspecto psicológico

Se os antigos diziam “mente sã num corpo são”, o inverso também vale. Nosso ritmo de vida e a concorrência cada vez maior levam o homem a tentar superar cada vez mais os seus limites. Para piorar temos as mazelas das grandes cidades como trânsito, poluição e sedentarismo. Além disso, nosso pouco contato com a natureza nos isola cada vez mais numa rotina estressante e sem atividade física. Caminhamos pouco e dormimos mal – tudo isso nos desgasta mentalmente ainda mais. Buscar o equilíbrio é não apenas importante, mas vital. Criar um espaço harmônico de convivência entre mente e corpo é o ideal.

Para isso as pessoas devem se questionar o que realmente querem para suas vidas e o que reNão é fácil comprovar tudo isso cientificamente, especialmente sem grandes laboratórios financiando pesquisas. Mas tem surgido estudos, como o papel do stress como “gatilho” na alopecia areata. Outro estudo mostra o stress psicológico induzindo ao catágeno dos cabelos e exacerbando o processo inflamatório.
Estamos falando de qualidade de vida, que obviamente é válido para todos, calvos ou não. A medicina vem sendo iluminada pela filosofia oriental e seus mandamentos; a acupuntura hoje é uma especialidade médica. E não é só. A medicina esportiva, assim como outras áreas médicas têm reconhecido o valor da prática de Yoga, do relaxamento, da meditação e de diversas outras filosofias que buscam reequilibrar a energia vital. Esse seria um dos caminhos para buscar o equilíbrio mente-corpo.almente importa. Muitas vezes vivem buscando ideais que não são os seus, vivendo assim em conflito interno, que só os desgasta. Identificar as causas dispensáveis de stress já é um bom começo. Rearranjar sua rotina, dando ênfase ao esporte, ao lazer e à paz espiritual é fundamental. Devemos abrir espaço para isso. Só depende de nós. Diminuir o ritmo de trabalho pode parecer estar dispensando dinheiro ou oportunidades profissionais, mas não é. Se você considerar na vida quanto podemos render em termos profissionais referente a “horas totais trabalhadas”, perceberá que temos um ritmo mais forte na fase mais jovem que vai declinando com o envelhecimento. Assim, tudo que você fizer hoje para melhorar sua qualidade de vida e retardar esse envelhecimento significará mais rendimento futuro, pois poderá produzir mais e por mais tempo. Ora, nesse caso o numero total de horas trabalhadas será bem maior se cuidarmos bem do nosso corpo e mente desde cedo. Melhor iniciar a partir de hoje. Não se trata de ganhar mais, e sim de viver melhor. Ganhar mais será mera conseqüência. A questão é: ganhar mais o que?

O papel da alimentação

Ter uma alimentação saudável, bem como usar suplementos alimentares pode ser um importante adjuvante no tratamento capilar. Não necessariamente resolvendo a causa básica da calvície, mas pode contribuir muito para o seu tratamento. Isso se imaginarmos os cabelos, do ponto de vista orgânico, como supérfluo ao organismo. Significa que qualquer deficiência alimentar será punida com um corte nos sistemas que não sejam vitais ou prioritários para o organismo. É o caso dos cabelos. Por essa óptica, um acompanhamento nutricional e uma suplementação alimentar podem ser altamente benéficos. A alimentação nem sempre é adequada ou suficiente: o processo industrial reduz o valor nutricional dos alimentos, reduzindo vitaminas e fibras, que de certa forma exercitam o tubo digestivo, mantendo-o saudável. Ingerir é diferente de absorver. Além disso, na busca pela saúde e por um corpo perfeito, os exercícios aumentam em muito o consumo dos micronutrientes, oligoelementos e proteínas de alto valor biológico, ricas em aminoácidos essenciais. Músculos ávidos por nutrientes podem competir com o cabelo, desestabilizando esse delicado equilíbrio e deve ser suplementado. O leite, além da caseína insolúvel responsável pelo queijo e digerida pelo adulto, contém ainda a caseína solúvel e lacto-globulinas, ricas em aminoácidos essenciais, mas não absorvidas no processo de digestão de um adulto. Além disso a lactose é freqüente causa de intolerância alimentar presente em até 80% da população adulta, causando quadros disabsortivos. A suplementação adequada pode ser obtida com produtos a base de whey protein com troca iônica e sem lactose, que retiram do leite o que há de melhor, quebram e filtram essas proteínas, resultando em AA essenciais de alta absorção. A apresentação é em pó, misturado a sucos ou água.

No caso das mulheres em fase fértil, existe um agravante: o fluxo menstrual representa uma perda crônica ao organismo, em especial de ferro. Teoricamente organismo deveria ser capaz de contrabalançar esta perda, aumentando a absorção de ferro. Sabidamente este mineral é de difícil absorção, mesmo com suplementação oral e o que vemos com freqüência são níveis de ferritina limítrofes ou baixos, comprometendo o cabelo. Mesmo que as reservas de ferro sejam suficientes para evitar anemia, esse estoque poderá ser insuficiente para os cabelos que necessitam níveis maiores. Como se o organismo desse prioridade à produção de hemoglobina em detrimento ao cabelo, o que biologicamente faz todo sentido. Esse é um dos motivos que explica as variações no ciclo capilar das mulheres, com freqüentes eflúvios, não raros ligados à carência de ferro. Esta deficiência pode inclusive agravar outro problema, a perda capilar padrão feminino (alopecia androgenética) ou limitar a resposta aos anti-andrógenos. Estudos recentes mostram pacientes femininas não respondem aos anti-andrógenos com baixos níveis de ferritina e devem sem corrigidos. Outros estudos mostram a importância da biotina no cabelo, assim como o benefício de sua suplementação. Ainda zinco, cobre, selênio e silício tem sua importância. Na minha opinião, sem uma alimentação adequada e suplementada a resposta terapêutica é limitada.

Nada substitui uma boa alimentação. Algumas recomendações que podem ser úteis.

A base da alimentação saudável são verduras, legumes, muita fruta, cereais integrais, soja e peixe.

Para beber, água mineral, água de coco, ou suco de frutas (evite carboidratos à noite). Também chá-verde, banchá, chá-mate ou preto, que são melhores que café. Tem efeito anti-oxidante e melhoram a função coronariana. Pesquisas recentes constataram que uma ou duas taças de vinho tinto por dia também diminui a incidência de problemas coronarianos.

Deve-se trocar a carne vermelha, rica em colesterol, pelo peixe ou soja. A carne vermelha crua pode aumentar o risco de câncer de próstata. Comer peixe significa variedade, além da pescada branca, como badejo, linguado, atum fresco, bacalhau fresco, robalo, merlusa, truta, Saint Peter, agulhão, serra. O salmão e a sardinha são ricos em omega-3, importante para a pele e coronárias. Peixe bom é peixe fresco e com tempero natural.

Livros de culinária: o segredo da culinária saudável são as receitas. Enquanto um bom bife sozinho já esta ótimo, o peixe deve ser preparado com receitas variadas e saborosas. A culinária mediterrânea é bastante saudável.

Evite a gordura animal que é um veneno rico em colesterol. A gordura vegetal não contém colesterol. Importantíssimo, evite a todo custo a gordura vegetal hidrogenada “a maléfica gordura trans” que enrijece os vasos sanguíneos. É encontrada em margarinas, sorvetes de massa, biscoitos ou alimentos industrializados crocantes.

Substitua o creme de leite pelo creme de soja. Fuja das frituras e use azeite de oliva extra-virgem, pois é prensado a frio e portanto, mais saudável.

Troque os doces pelas frutas, ricas em vitaminas.

Grande parte das vitaminas são desnaturadas pelo calor, portanto mais um motivo para comer muita fruta. Alimentos “tipo natural” processados não valem. Consuma cereais integrais e apenas tostados, evitando os do tipo “flocos”. Enriqueça o cereal com semente de linhaça, amêndoas e castanha do Pará, ricos em óligo-elementos.

Para redução de peso os carboidrato devem ser mais ingeridos pela manhã e um pouco no almoço e evitados no jantar.

Beba chá-verde, que é antioxidante e reduz as chances de ter câncer. Tome gelado com suco de limão ou laranja e adoçante (evite aspartame).

Inclua sempre no seu cardápio saladas, ricas em folhas variadas. Um molho a base de shoyu, limão (ou vinagre balsâmico) e azeite deixa tudo mais saboroso. Coma ainda tomate cru, bom para a próstata.

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