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Evolução do Transplante Capilar


A EVOLUÇÃO

O cabelo natural - Parece irreal, mas até 1984 acreditava-se que o cabelo nascia fio-por-fio, quando Headington publicou um estudo mostrando que o cabelo nasce, de fato, em grupos de 1 a 4 fios, descrevendo assim as Unidades Foliculares. Olhando o cabelo com uma lupa, na parte posterior da cabeça, essas unidades foliculares podem ser facilmente identi?cadas. Percebeu-se então que o couro cabeludo é formado por milhares de Unidades Foliculares (UF), geralmente distantes 1mm, contendo de 1 a 4 ?os.

Os transplantes antigos - Os transplantes capilares realizados com técnicas antigas deixavam um aspecto arti?cial, evidenciado por tufos de cabelo que continham várias unidades foliculares. Hoje, essa abordagem mudou completamente: Unidades Foliculares são utilizadas individualmente, obtendo-se uma distribuição natural dos ?os na área calva, o que permite um aspecto de cabelo real, sem vestígios de transplante. Esta prática atual não deve ser confundida com a técnica datada dos anos 80, ainda muito difundida e conhecida como transplante fio-a-fio (Mini-micrografting). O método fio-a-fio utiliza várias unidades foliculares num único enxerto (enxertos multi-foliculares) e apenas um “acabamento” anterior, que utiliza unidades foliculares não classificadas, contendo geralmente dois ou três ?os e não um único fio, que seria o natural. Esta confusão de termos persiste até hoje, di?cultando a compreensão e comparação das técnicas.

Separando as técnicas - É de extrema importância compreender uma diferença elementar: existem os transplantes “tradicionais”, que utilizam “tufos” de cabelo (enxertos multi-foliculares com 5-10 ?os), e os transplantes 100% foliculares, que utilizam exclusivamente unidades foliculares, proporcionando resultados naturais ao reproduzir a anatomia original do cabelo.

 

1 - Técnica Clássica - Standard grafts - Os primórdios


 

O transplante de cabelo no ocidente surgiu nas mãos de um dermatologista de Nova Iorque, nos Estados Unidos, que publicou o primeiro trabalho em 1959. A técnica rudimentar consistia em retirar pequenas rodelas de 5 mm de diâmetro do couro cabeludo, contendo 7 a 12 unidades foliculares cada, da área doadora (posterior) do couro cabeludo, que então eram transplantadas para a área calva. Ele utilizava um instrumento chamado punch, que além de retirar as rodelas da área doadora, também retirava rodelas na parte calva. As rodelas retiradas da área doadora preenchiam os espaços retirados na área calva.
  Técnica Clássica
Técnica Clássica. Transplante realizado em outra clínica.

Com o tempo, o tamanho dos enxertos diminuiu, chegando a 1,5 ou 2 mm de diâmetro (mini graft). Foi uma grande melhoria, mas o aspecto da linha anterior ainda era grosseiro e artificial, pois cada um dos enxertos de cabelo implantados continha 3 ou 4 unidades foliculares (6 a 12 fios).

Funcionava, o que já era incrível para a época, mas o aspecto era apenas sofrível e rapidamente ganhou o nada elogioso apelido de "cabelo de boneca". Mesmo assim já era um grande feito o fato de o cabelo transplantado crescer normalmente!

Técnica Clássica   Técnica Clássica
Técnica Classica. Transplante realizado em outra clínica.
  Técnica Clássica. Transplante realizado em outra clínica.

 

2 – Fio-a-fio (Mini-micro grafting) - a popularização do transplante capilar


Nos anos 80 mais avanços foram obtidos. Batizada como micro-grafting, a nova técnica consistia em microenxertos contendo de 1 a 3 fios de cabelo, quase sempre utilizados nas primeiras fileiras a partir da testa, o que deixava um aspecto mais natural. Naquela época, as unidades foliculares (UFs) ainda nem haviam sido descritas; um olhar desatento poderia, de forma equivocada, acreditar que cada microenxerto consistia apenas um fio de cabelo. Na verdade, estavam sendo implantadas na “linha anterior” unidades foliculares individuais, contendo até 4 fios de cabelo cada. Anos depois, a técnica conhecida como mini-micro grafting que combina os "mini grafts" (contendo de 6 a 12 fios de cabelo cada) com o acabamento dos "micro grafts" (contendo de 1 a 3 fios de cabelo cada) desembarcou em solo brasileiro, onde ganhou a designação eufemista de Transplante Fio-a-fio. Esse nome gerou confusão, pois muitos o levaram ao pé da letra, acreditando que realmente se tratava de um transplante realizado exclusivamente com fios individuais de cabelo. Obviamente esse equívoco gerou insatisfação em parte dos pacientes, em especial aqueles que possuíam cabelo mais escuro e grosso e pele clara (o contraste deixa o acabamento mais evidente). A frustração atingiu também parte da mídia, que se sentiu mal esclarecida. Mas, a despeito das falhas de comunicação geradas pela denominação Fio-a-fio, sem dúvida foi um grande avanço estético, com resultados no geral satisfatórios.
  Fio a Fio
Fio-a-Fio. No zoom, linha anterior do transplante. Transplante realizado em outra clínica.

3 - Transplante Folicular Parcial – surge a qualidade


Os avanços obtidos por um outro grupo de médicos, que consistiam na utilização em larga escala das unidades foliculares (em torno de 50% do transplante), foram divulgados em 1995 pelo cirurgião americano Ron Shapiro. Ele ficou conhecido pelo caráter artístico conferido ao transplante folicular. Outros que marcaram época foram William Rassman, pelo uso exclusivo de unidades foliculares, e Bobby Limmer pioneiro no uso da microscopia 3-D para separar as unidades foliculares.
  Detalhe Folicular
Detalhe Transplante Folicular Parcial.

Ao tomar contato com essa nova técnica, o Transplante Folicular, em fevereiro de 1996, o Dr. Arthur esteve na clínica do Dr. Shapiro em Clearwater, FL, para aprofundar seus conhecimentos. De volta ao Brasil, passou a aplicá-la imediatamente. O transplante folicular revolucionou não apenas a técnica, com o uso de diversos microscópios com visão 3-D e equipe altamente especializada e numerosa (6 pessoas), mas criou um novo padrão estético em relação ao que seria, de fato, um excelente resultado.

 

 



4 - Transplante Folicular Total - uma mudança consistente



Em 1998 um grupo de médicos liderados por William Rassman (do qual o Dr. Arthur também fazia parte), defendeu o uso exclusivo das unidades foliculares (UFs) no transplante de cabelo. A lógica era simples: se o cabelo normal é naturalmente dividido em unidades foliculares, por que usar algo diferente? Com o passar do tempo e a prática adquirida, sessões cada vez mais extensas de transplante de cabelo e também com maior número de unidades foliculares puderam ser realizadas. Deixaram de ser necessários os enxertos maiores para assim "ganhar tempo" e "diminuir o trabalho". A equipe começou com 1.000 UFs e logo alcançou a marca das 2.000 UFs implantadas. Estamos falando de 4.500 fios de cabelo transplantados numa única sessão! A agressão pequena gerada pela cirurgia possibilitava a integração quase total dos “novos” folículos. O Tykocinski Medical Group, com seu pioneirismo, passou a integrar o crescente grupo de clínicas mundo afora que realizavam transplantes apenas com unidades foliculares. Nossos pacientes já dispunham dessa certeza garantida por escrito.

 

Transplante Folicular Total   Transplante Folicular Total
Detalhe Transplante Folicular Total.
  Detalhe Transplante Folicular Total.

 

Transplante Folicular Total
Transplante Folicular Total. Pré-transplante.

 

Transplante Folicular Total   Transplante Folicular Total
Área Doadora. Transplante realizado em outra clínica.
  Área Receptora. Transplante realizado em outra clínica.


5 - Transplante Folicular Coronal - A Evolução da Revolução



Esse é o nome da técnica que permitiu atingir um novo patamar de qualidade. Uma associação genial de dois conceitos muito simples, mas ao mesmo tempo geniais quando combinados:

• Uma rotação de 90º no eixo de colocação das unidades foliculares. Em vez de orientá-las no sentido que vai da testa em direção à nuca, passamos a utilizar o sentido horizontal, de orelha a orelha. Assim, melhoramos a cobertura e a naturalidade do resultado.

• Orifícios incrivelmente pequenos, de 0,55 a 0,7 mm de largura. Com eles, aumentamos a densidade dos fios, criando um aspecto ao mesmo tempo compacto e volumoso. A cicatrização é mais rápida, com mínimas crostas durante a recuperação, refletindo a o fato do procedimento ser minimamente invasivo. Logo, as marcas do transplante ficam imperceptíveis. O período pós-transplante, que, antes causava um certo constrangimento, ficou reduzido a poucos dias.

• Na prática o que acontece é que, finalizado o processo, muitas vezes nem o próprio médico que fez o procedimento consegue distinguir o local em que o transplante foi feito. Bem, se olhos muito bem treinados não conseguem identificar o local do transplante, o que dizer de olhares menos preparados?

• Atingir esse patamar obviamente teve seu custo: as equipes ficaram maiores, altamente especializadas e técnicas. O transplante, ao mesmo tempo complexo e artístico, exige muita dedicação e habilidade da equipe. Sem falar no desgaste. Mas se o real objetivo da equipe for qualidade, tudo se justifica. Afinal tanto esforço tem apenas um objetivo: a satisfação dos pacientes.

 

 




TABELA COMPARATIVA

tabela comparativa



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