Evolução do Transplante Capilar

O Transplante Capilar no ocidente surgiu nas mãos do dermatologista americano Dr. Norman Orentreich, que em 1959 publicou o primeiro trabalho sobre o tema, dando assim o primeiro passo na História da Evolução do Transplante capilar. Até 1984 acreditava-se que o cabelo nascia fio-por-fio, quando, neste mesmo ano,  Headington publicou um estudo mostrando que o cabelo nasce em grupos de 1 a 4 fios, descrevendo assim as Unidades Foliculares, um dos pilares da evolução do transplante capilar. Quando olhamos o cabelo com uma lupa, na parte posterior da cabeça, essas unidades foliculares podem ser facilmente identificadas. Percebeu-se então que o couro cabeludo é formado por milhares de Unidades Foliculares. Um dos pilares para se obter resultados naturais, como os obtidos hoje, é preservar todas as características natas do cabelo, portanto este foi um dos fatores importantes na Evolução do Transplante Capilar, que com mais 50 anos de história possui várias fases.

Transplantes antigos

Realizados com técnicas antigas, deixavam aspecto artificial, evidenciado por tufos de cabelo que continham várias unidades foliculares. Hoje, como a evolução do transplante capilar, essa abordagem mudou completamente: as unidades foliculares são utilizadas individualmente, obtendo-se uma distribuição natural dos fios na área calva, o que permite um aspecto de cabelo real, sem vestígios de transplante.

A evolução das técnicas

É de extrema importância compreender uma diferença elementar: existes transplantes “tradicionais”, que utilizam “tufos” de cabelo (enxertos multi-foliculares de 5-10 fios), e os transplantes 100% foliculares que utilizam exclusivamente unidades foliculares. Essa última técnica, é a utilizada no Transplante Coronal Folicular e não deve ser confundida com a técnica dos anos 80, conhecida como transplante fio-a-fio (Mini-micrografting). O método fio-a-fio utiliza várias unidades foliculares num único enxerto (enxertos multi-foliculares) e apenas um ‘acabamento’ anterior, que usa unidades foliculares não classificadas, contendo geralmente dois ou três fios e não um único fio, que seria o natural. Esta confusão de termos persiste até hoje, dificultando a compreensão da evolução do transplante capilar e a comparação das técnicas.

 

  • Técnica Clássica – Standard Grafts- Os primórdios

 

A técnica rudimentar consistia em retirar pequenas rodelas de 5 mm de diâmetro do couro cabeludo, contendo 4 a 10 unidades foliculares cada, da área doadora (posterior) do couro cabeludo, que então eram transplantadas para a área calva. Ele utilizava um instrumento chamado punch, que além de retirar as rodelas da área doadora, também retirava rodelas na parte calva. As rodelas retiradas da área doadora preenchiam os espaços retirados na área calva.

Com o tempo, o tamanho dos enxertos diminuiu, chegando a 1,5 ou 2 mm de diâmetro (mini graft). Foi uma grande melhoria, mas o aspecto da linha anterior ainda era grosseiro e artificial, pois cada um dos enxertos de cabelo implantados continha 3 ou 4 unidades foliculares (6 a 12 fios).
Funcionava, o que já era incrível para a época, mas o aspecto era apenas sofrível e rapidamente ganhou o nada elogioso apelido de “cabelo de boneca”. Mesmo assim já era um grande feito o fato de o cabelo transplantado crescer normalmente, afinal foi a primeira etapa da evolução do transplante capilar.

 

  • Fio-a-fio (Mini-micro grafting) – a popularização do transplante capilar

Nos anos 80 mais avanços foram obtidos para a evolução do transplante capilar. Batizada como micro-grafting, a nova técnica consistia em microenxertos contendo de 1 a 3 fios de cabelo, quase sempre utilizados nas primeiras fileiras a partir da testa, o que deixava um aspecto mais natural. Naquela época, as unidades foliculares (UFs) ainda nem haviam sido descritas; um olhar desatento poderia, de forma equivocada, acreditar que cada microenxerto consistia apenas um fio de cabelo. Na verdade, estavam sendo implantadas na “linha anterior” unidades foliculares individuais, contendo até 4 fios de cabelo cada. Anos depois, a técnica conhecida como mini-micro grafting que combina os “mini grafts” (contendo de 6 a 12 fios de cabelo cada) com o acabamento dos “micro grafts” (contendo de 1 a 3 fios de cabelo cada) desembarcou em solo brasileiro, onde ganhou a designação eufemista de Transplante Fio-a-fio. Obviamente esse equívoco gerou insatisfação em parte dos pacientes, em especial aqueles que possuíam cabelo mais escuro e grosso e pele clara (o contraste deixa o acabamento mais evidente). A frustração atingiu também parte da mídia, que se sentiu mal esclarecida. Mas, a despeito das falhas de comunicação geradas pela denominação Fio-a-fio, sem dúvida foi um grande avanço estético, com resultados no geral satisfatórios.

  • Transplante Folicular Parcial – surge a qualidade

Os avanços obtidos por um outro grupo de médicos, que consistiam na utilização em larga escala das unidades foliculares (em torno de 50% do transplante), foram divulgados em 1995 pelo cirurgião americano Ron Shapiro. Ele ficou conhecido pelo caráter artístico conferido ao transplante folicular. Outros que marcaram época foram William Rassman, pelo uso exclusivo de unidades foliculares, e Bobby Limmer pioneiro no uso da microscopia 3-D para separar as unidades foliculares.
Ao tomar contato com essa nova técnica, o Transplante Folicular, em fevereiro de 1996, o Dr. Arthur esteve na clínica do Dr. Shapiro em Clearwater, FL, para aprofundar seus conhecimentos e ser parte de toda a evolução do transplante capilar. De volta ao Brasil, passou a aplicá-la imediatamente. O transplante folicular revolucionou não apenas a técnica, com o uso de diversos microscópios com visão 3-D e equipe altamente especializada e numerosa (6 pessoas), mas criou um novo padrão estético em relação ao que seria, de fato, um excelente resultado.

  • Transplante Folicular Total – uma mudança consistente

Em 1998 um grupo de médicos liderados por William Rassman (do qual o Dr. Arthur também fazia parte), defendeu o uso exclusivo das unidades foliculares (UFs) no transplante de cabelo. A lógica era simples: se o cabelo normal é naturalmente dividido em unidades foliculares, por que usar algo diferente? Com o passar do tempo e a prática adquirida, sessões cada vez mais extensas de transplante de cabelo e também com maior número de unidades foliculares puderam ser realizadas. Deixaram de ser necessários os enxertos maiores para assim “ganhar tempo” e “diminuir o trabalho”. A equipe começou com 1.000 UFs e logo alcançou a marca das 2.000 UFs implantadas. Estamos falando de 4.500 fios de cabelo transplantados numa única sessão! A agressão pequena gerada pela cirurgia possibilitava a integração quase total dos “novos” folículos. O Tykocinski Restauração Capilar, com seu pioneirismo, passou a integrar o crescente grupo de clínicas mundo afora que realizavam transplantes apenas com unidades foliculares. Nossos pacientes já dispunham dessa certeza garantida por escrito.

  • Transplante Folicular Coronal – A Evolução da Revolução

Esse é o nome da técnica que permitiu atingir um novo patamar de qualidade. Uma associação genial de dois conceitos muito simples, mas ao mesmo tempo geniais quando combinados: Uma rotação de 90º no eixo de colocação das unidades foliculares. Em vez de orientá-las no sentido que vai da testa em direção à nuca, passamos a utilizar o sentido horizontal, de orelha a orelha. Assim, melhoramos a cobertura e a naturalidade do resultado.

Orifícios incrivelmente pequenos, de 0,55 a 0,7 mm de largura. Com eles, aumentamos a densidade dos fios, criando um aspecto ao mesmo tempo compacto e volumoso. A cicatrização é mais rápida, com mínimas crostas durante a recuperação, refletindo a o fato do procedimento ser minimamente invasivo. Logo, as marcas do transplante ficam imperceptíveis. O período pós-transplante, que, antes causava um certo constrangimento, ficou reduzido a poucos dias.

Atingir esse patamar obviamente teve seu custo: as equipes ficaram maiores, altamente especializadas e técnicas. O transplante, ao mesmo tempo complexo e artístico, exige muita dedicação e habilidade da equipe. Sem falar no desgaste. Mas se o real objetivo da equipe for qualidade, tudo se justifica.

Afinal tanto esforço para a evolução no transplante capilar acontecer, tem apenas um objetivo: a satisfação dos pacientes.

 

 

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